Está aberta, venham todas!
Tragam de volta a vida desse jardim. As flores não lhes compartilham as asas, mas a beleza de um punhado delas é tão imensa quanto o oceano e tão simples quanto as batidas cardíacas de um recém-nascido.
Não voem para longe, fiquem. Tomem um chá conosco, temos torradas se quiserem. Adoráveis companhias, quero-vos sempre por aqui!
Os dias passam apressados, as estações mudam e trazem consigo alguns novos modelos de asas das delicadas borboletas, que as vezes ficam, as vezes vão, por vezes voltam.
Mas uma em especial, consegue atrair mais minha atenção. Quietinha, de repente bem ao meu lado, transmitiu tudo que todas aquelas, juntas, lindas e coloridas não alcançaram, talvez porque sua asa estivesse manchada graças ao orvalho que caiu do Urucum no bosque.
Uma explicação teórica não ajuda a compreender porque nossos sentidos apontam para o aparentemente conhecido que surpreende nosso coração, mas sim nossos sentimentos que simples, verdadeiros e que só crescem dentro de nós conseguem responder a todas as questões.